Agradeço à Deus por ter te conhecido ao mesmo tempo em que o amaldiçoo, por me tornar impotente diante de tua presença. Eu, oriundo dos confins mais escuros da mente humana me deparo com um sentimento tão gentil, tão nobre...
O inferno e seus anjos... isso é o que somos, e eu sempre estarei ajoelhado embaixo de um altar com a sua foto com velas ao redor, com meus joelhos esmigalhados e em brasas, sempre à te adorar...
PS: Larissa, porque eu sinto que só você entende esses últimos posts?
:(
Escrito por Tiago Lipka às 23h42
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Antes da madrugada...
Hoje chorei... não sei porque, mas foi por você...
Minhas mãos tremem, deve ter haver com isso...
O ar quase não chega aos pulmões...
Sinto as lágrimas nos olhos...
Só consigo pensar no seu rosto...
Escrito por Tiago Lipka às 00h11
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A Dúvida...
Seguir ou não seguir o instinto? Eis a questão que nos permite ter leve diferença à qualquer animal. O animal segue o instinto, seja o predatório ou o sexual. Me pergunto até onde isso é vantajoso para nós. Porque não dizer 'eu te amo' se sentimos que devemos? Porque não beijá-la, mesmo que tudo fosse arruinar-se ali mesmo?
Meu instinto anda bem estranho... até quando vou aguentá-lo?
Escrito por Tiago Lipka às 00h08
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Platônico...
Isso insiste em me perseguir...
Só mais uma fase de tristeza, mas tudo vai ficar bem, eu acho...
Escrito por Tiago Lipka às 00h09
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Permita-me...
Permita-me mostrar o que sinto com um olhar.
Permita-me recitar uma poesia, sem mover os lábios.
Permita-me admirá-la, mesmo quando não está por perto.
Permita-me observá-la, mesmo que só em meu pobre coração.
Permita-me sonhar com você, mesmo sem estar dormindo.
Sendo assim, não precisarei de permissão de ninguém para ser feliz.
Escrito por Tiago Lipka às 18h47
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O Sexo Antes Da Morte
Ele senta em seu carro para voltar de mais um dia de trabalho. Sentou no banco e começou a pensar em como gostaria de morrer. Quantos acidentes quase aconteceram à ele? Não se lembra. Está imaginando seu enterro, seu corpo se decompondo, que é a cruel afirmação de nosso verdadeiro ser.
Liga o carro e saí à toda pela rodovia.
Ela está voltando de um dia de trabalho, uma prostituta de luxo que tem seu próprio carro. Foi atender um cliente milionário que mora nos arredores da cidade. Quase todas as suas roupas são dele.
Chora, acelera e sai à toda pela rodovia.
Os carros colidem. Vidro, sangue e o cheiro de pneu queimado.
Ele imagina o sangue dele fluindo como esperma, que simplesmente sendo espelido, é capaz de dar a vida. Ela tenta desprender à perna das ferragens, gemendo de dor.
Ele levanta e sorri. Dá uma grande espriguiçada e limpa o sangue que começa à cair em seu olho.
- Gozou? - pergunta à ela.
Ela levanta a cabeça. Parte de seu escalpo fora arrancado, mas resistia ali, dependurado na frágil carne em seu crânio.
Ela sorri.
Escrito por Tiago Lipka às 10h22
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