Votem, please...

Escrito por Tiago Lipka às 00h49
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Coma
Mil perdões pela falta de posts deste blog, mas o fato é que tenho vestibular na segunda-feira. Assim, ando estudando e me bitolando demais...
Só para esse post ter algo interessante, aí vai uma letra linda do Radiohead:
PUNCHDRUNK, LOVESICK, SINGALONG
Eu cobri você com meu casaco Quando eles vieram bombardear nosso lar Eu não senti nada, pois ninguém pode me tocar Agora estou em seus feitiços
Uma bela garota, uma bela garota Pode transformar seu mundo em pó
Me venda um carro que funcione Me venda uma casa que aguente Eu nunca me importei antes, eu nunca me importei antes Eu nunca me importei antes
Uma bela garota, uma bela garota Pode transformar seu mundo em pó
Eu estava em frente a sua face Quando o primeiro tiro foi disparado
Escrito por Tiago Lipka às 00h35
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Belíssimo...
Não conheço muito de Jerry Lewis, mas o que conheço é suficiente para respeitá-lo. Existe um filme dele, aliás, que se chama 'The Day The Clown Cried', que é raríssimo. Pois bem, eu tenho o roteiro dele em casa, e é lindíssimo. Saquem só a introdução:
"Eu peguei uma criança na mão Para levá-la em seu caminho. Eu lhe contei sobre o amor de Deus E a ensinei à rezar. Conforme eu procurava maneiras Para guiá-lo e ajudá-lo pelo caminho... Eu descobri, quando estávamos de mãos dadas Que era ELE que estava me guiando"
Genial, não?
Escrito por Tiago Lipka às 21h03
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A CRÔNICA DO CORAÇÃO PARTIDO
Existem vários problemas que derivam da solidão. O principal é o egôcetrismo, que aparece para nos assolar. No meu caso, a pior coisa é que escrevo: Como assim? - você pergunta. Bem, à cada mulher que tive, mesmo as mais insignificantes, todas tem um texto. E querem saber? São bonitinhos, felizes. Claramente, iludidos pela triste ilusão de que você vai estar com aquela pessoa para sempre.
Em cada um dos textos a palavra "amor" está escrita. Cada "amor" escrito no papel, é uma ferida não cicatrizada. É um "amor" que não deu certo. Um "amor" que não desabrochou, que não quis se mostrar.
Tenho a tendência de pensar sempre pelo lado ruim. Sou acusado de ser um negativista. Tudo bem, mas quando escrevo coisas otimistas a palavra "amor" está no meio. Por isso, estou esperando um pouco para escrever mais um texto otimista. Não quero ser assolado por novos fantasmas. Estou cercado por espíritos de vários tipos e tamanhos, e todos eles sorriem. É melhor não dar mais motivos para sorrisos.
Sou um vaidoso-narcisista-mentiroso. Mas, um vaidoso-narcisista-mentiroso que depende dos outros. Já tentei substituir as pessoas pelas drogas, mas não deu muito certo. Meu cérebro encolheu e comecei a escrever. E desde que comecei a escrever, uma jornada em direção ao auto-conhecimento surgiu. Indiretamente, claro. E com pesar, venho descobrindo que certas marcas ficam para sempre.
Tudo o que eu escrevo tem ironia. A grande ironia aqui, é que estou sendo honesto. Exagero nos pensamentos e sou traído por eles. Me fazem pensar pelo menos uma vez por noite, como tudo pode dar errado. Vivo à beira de um colapso. A solidão me tornou mais irônico, muito menos saudosista. Acho que sou uma pessoa pior agora. Sartre diz "O inferno são os outros". Acho que o inferno é a culpa. Sei que isso não abandona o raciocínio da frase, mas é interessante que eu me sinta culpado por ter sido abandonado. No mínimo, é risível.
O problema, é que quero escrever algo agora. Algo com "amor" no meio. Eu esqueci quem escreveu estes textos na minha frente. Só sei quem é esse amargo que questiona dogmas e outras pessoas. Essa ansiosidade tem seu motivo, assim como a espera também. De qualquer forma, posso começar à mudar pensando de outra maneira:
Cada "amor" no papel pode ser visto como uma coisa maior. Não representar um fracasso, mas como fui mais forte. Gandhi disse que demonstrar o amor é privilégio dos corajosos. E posso ir ainda mais longe. Cada "amor" escrito, que senti, pode ser repassado. Melhor guardá-los, pois são vestígios de que posso ser humano. De qualquer forma, considerem esse "amor" como já encaminhado.
Escrito por Tiago Lipka às 01h10
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